O QUE É O CICLO WLTP?

O WLTP (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Procedure) é um ensaio normalizado que mede a autonomia de um veículo elétrico em condições ideais (23 °C, conforto térmico desligado, velocidade média de 46 km/h no ciclo combinado). Proporciona uma estimativa útil da distância que pode ser percorrida com uma carga completa.
No entanto, as condições de condução do dia-a-dia, tais como o clima, os hábitos de condução e o terreno, podem afetar a autonomia real. Embora o valor WLTP ofereça uma orientação útil, a distância alcançada pode variar dependendo de como e onde o veículo é utilizado.


Os valores oficiais certificados de autonomia de um veículo elétrico são obtidos através de ensaios de homologação, em conformidade com os Regulamentos da UE n.ºs 1151/2017 e 443/2023 (o «Regulamento»).
A certificação da autonomia de condução elétrica (Pure Electric Range, «PER») é realizada num dinamómetro de chassis (banco de ensaio de rolos). O ciclo de ensaio utilizado é o Ciclo de Ensaios Harmonizado Mundial para Veículos Ligeiros («WLTC»), descrito em pormenor no Regulamento. O WLTC faz parte de um procedimento mais abrangente, conhecido como Procedimento de Ensaio Harmonizado Mundial para Veículos Ligeiros (WLTP), que inclui também ensaios adicionais necessários para a homologação do veículo.


O ensaio WLTC simula uma distância de condução mista de 23,27 km e tem a duração de 30 minutos. As fases deste ciclo são:
• Fase 1 (BAIXA): 3,095 km ao longo de 589 segundos, com uma velocidade máxima de 56,5 km/h e uma velocidade média de 18,9 km/h;
• Fase 2 (MÉDIA): 4,755 km ao longo de 433 segundos, com uma velocidade máxima de 76,6 km/h e uma velocidade média de 39,5 km/h (as fases 1 e 2 combinadas simulam a condução urbana, ou seja, o segmento «Cidade»);
• Fase 3 (ALTA): 7 161 km em 455 segundos, com uma velocidade máxima de 97,4 km/h e uma velocidade média de 56,7 km/h;
• Fase 4 (EXTRA-ALTA): 8 254 km ao longo de 323 segundos, com uma velocidade máxima de 131,3 km/h e uma velocidade média de 92,0 km/h.


O teste começa com o veículo condicionado a uma temperatura ambiente de 23 °C.
A bateria de alta tensão deve estar carregada a 100%, e o ciclo WLTC é realizado até a bateria ficar totalmente descarregada.
O PER é determinado com base na relação entre a energia descarregada ao longo de todo o teste e o consumo medido durante a primeira e a segunda repetições do ciclo WLTC.Da mesma forma, a autonomia em cidade é determinada pela relação entre a energia total descarregada e o consumo derivado da combinação dos quatro segmentos que consistem na Fase 1 + Fase 2.
O dinamómetro de chassis simula a resistência à condução (com base em testes em pista certificados ou dados equivalentes) e a inércia do veículo. Não está incluída a utilização do aquecimento da cabina ou do ar condicionado, o que significa que ambos permanecem desligados. As luzes do veículo também estão desligadas, exceto as luzes de circulação diurna.


A autonomia estimada (km) apresentada pelo veículo pode não corresponder necessariamente ao valor WLTP certificado, mesmo quando o estado de carga da bateria é de 100%. Isto deve-se ao facto de a autonomia apresentada ser calculada utilizando um algoritmo que considera a energia armazenada na bateria e que também pode ter em conta o consumo de viagens anteriores (que pode variar consoante a velocidade, o estilo de condução, a carga, etc.), as definições de conforto térmico do habitáculo (ar condicionado/aquecimento) e a influência da temperatura exterior (que afeta tanto condições frias como quentes).
Por conseguinte, a autonomia restante apresentada com 100% de carga pode diferir de um proprietário de veículo para outro e pode também variar de dia para dia para o mesmo proprietário.


O Novo Jeep® Compass 4xe 100% Elétrico oferece uma autonomia de até 600 km, dependendo do nível de acabamento ou das opções selecionadas, com uma bateria de 96 kWh, de acordo com o ciclo combinado WLTP.

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AUTONOMIA INDICADA E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO

A autonomia estimada (km) apresentada no ecrã do veículo é uma estimativa que pode variar ao longo do tempo. O valor apresentado tem em conta vários fatores, tais como o estilo de condução, a velocidade, a carga do veículo, a temperatura exterior e a utilização do ar condicionado ou do aquecimento. Por este motivo, a autonomia apresentada pode variar durante a utilização e pode diferir da de outros utilizadores.


No caso do Compass, quando o estado de carga da bateria é de 100%, o ecrã mostra a autonomia WLTP. Assim que começar a conduzir, a autonomia estimada (km) é atualizada progressivamente com base no consumo real e no estilo de condução, tendo também em conta a distância percorrida no período imediatamente anterior à previsão instantânea da autonomia.


Consequentemente, quando o estado de carga desce abaixo dos 100%, a autonomia apresentada (km) adapta-se à utilização real do veículo e pode variar ao longo do tempo. Para cada proprietário, o valor apresentado com 100% de carga pode ser diferente.

FATORES QUE AFETAM A AUTONOMIA

A autonomia real do veículo, em comparação com os valores de homologação, pode diminuir em média até 30% a temperaturas ambientes entre 20 e 35 °C, e em quase 50% a temperaturas entre -15 °C e -5 °C, devido ao efeito combinado dos fatores primários e secundários descritos abaixo.

FATORES PRIMÁRIOS: 

1. Perfil de utilização real, que pode levar a uma redução da autonomia de até 50% e inclui:
Velocidade: o consumo de energia aumenta significativamente com velocidades mais elevadas, devido à maior potência necessária.
Estilo de condução: uma condução agressiva, com acelerações rápidas e travagens bruscas, pode esgotar a bateria muito mais rapidamente, uma vez que reduz a quantidade de energia recuperável através da travagem regenerativa e aumenta a utilização do sistema de travagem mecânica. Por outro lado, um estilo de condução suave, com aceleração gradual e travagem consciente, pode ajudar a limitar a redução da autonomia real a cerca de 20%.
Tipo de percurso: diferentes tipos de percursos (urbano, extraurbano e autoestrada) resultam em graus variáveis de impacto na redução da autonomia real.


2. Condições climáticas
• Temperatura exterior: em temperaturas extremas, tanto frias como quentes, a capacidade útil da bateria diminui, resultando numa redução da autonomia de até 45%. Por exemplo:   
 • a 50 km/h e 0 °C, a autonomia pode diminuir até 40%;     
• a 50 km/h e 35 °C, a autonomia pode diminuir até 25%;   
 • a 130 km/h e 0 °C, a autonomia pode diminuir até 20%;   
 • a 130 km/h e 35 °C, a autonomia pode diminuir até 5%.
• Aquecimento/Ar condicionado: o consumo de energia devido ao aquecimento ou ar condicionado da cabina pode reduzir significativamente a autonomia. Por exemplo:     
• de 20 °C a 0 °C, com o aquecimento/ar condicionado em funcionamento, a autonomia pode diminuir até 40%; 
 • de 20 °C a 40 °C, com o aquecimento/ar condicionado em funcionamento, a autonomia pode diminuir até 20%.


3. Idade e estado da bateria (Estado de Saúde – SOH)

A capacidade de uma bateria para reter a carga diminui com o tempo e com a utilização. Esta é uma característica inerente a todas as baterias e resulta de múltiplas reações secundárias regidas por mecanismos físicos e químicos complexos.
A redução da capacidade da bateria pode ser comparada a um depósito de combustível que encolhe gradualmente com o tempo, o que significa que um «depósito cheio» corresponderá a uma quantidade total de energia inferior, resultando numa autonomia de condução reduzida.
Por conseguinte, uma diminuição da capacidade residual da bateria conduzirá a uma redução proporcional da autonomia.
É razoável esperar que, ao longo de um período de 8 anos ou 160 000 km, a capacidade de carga da bateria não desça abaixo dos 70%.
Vários fatores influenciam a extensão da degradação da capacidade da bateria durante a sua vida útil, e a sua duração pode ser prolongada seguindo algumas boas práticas:
• Se o carregamento rápido não for necessário, opte pelo carregamento padrão (CA) em vez do carregamento rápido (CC);
• Adote um estilo de condução suave, mantendo uma velocidade tão constante quanto possível e evitando acelerações bruscas, para reduzir o consumo de energia e a carga da bateria ao longo do tempo;
• Opte por carregar a bateria a 100% apenas antes de viagens longas. Para a utilização diária, recomenda-se não exceder 80% de carga;
• Em caso de longos períodos de estacionamento, mantenha um estado de carga médio em vez de deixar o veículo totalmente carregado, especialmente em temperaturas ambientes elevadas;
• Em tempo quente, é aconselhável estacionar o veículo à sombra ou numa garagem.